Património de Frazão

A história, a identidade e a memória coletiva que definem a nossa freguesia.

Alminhas de Vila Boa

Desde a Idade Média que sentiu uma agudização progressiva da consciência dramática da morte sendo que com esta começa a existir, uma consciência crescente da necessidade dos vivos, intercederem através da oração e da celebração litúrgica, no auxílio dos seus mortos nos momentos difíceis Post-mortem. Apesar de este fenómeno ter uma maior notabilidade nesta época, a partir dos séculos VIII – X, já se começara a evidenciar cada vez mais uma constante no subconsciente das populações deste tempo.

As Alminhas existentes junto à Ponte de Vila Boa em Arreigada, datadas de 1959, conforme está inscrito, decorrem desta tradição peninsular de se edificar pequenos oratórios para que as almas do purgatório não sejam esquecidas. Adossadas à parede de uma casa particular, estas são construídas em alvenaria e cantaria, sendo constituída por três partes fundamentais: base, nicho e coroamento.

São uma belíssima obra, que apesar do seu passado recente, não deixam de ter relevância para a história da freguesia e da importância que o culto cristão nela ocupa.

Casa De Fundo De Vila

Tratava-se de uma casa monumental, relativamente às construções mais singelas da época, pertencentes ao povo comum, esta era a casa do fidalgo de Sua Majestade, D. João Rodrigo Brandão Pereira de Lacerda e Melo e de sua mulher D. Vitória Pôrcia de Mendonça. Nesta Casa eram relevantes a escadaria de acesso ao piso superior, ainda hoje existente, a sala de cerimónias com o seu tecto agamelado e a varanda soalheira de madeira.

Do traçado original pouco resta, apenas a estrutura arquitectónica, tendo sido transformada em Casa de Turismo Rural a chamada – Quinta dos Alves, contudo uma visita mais atenta, revela-se interessante pois ainda se respira ares desse tempo pelas grossas paredes, que denunciam a imponência desta construção.

Conjunto De Moinhos Do Rio Ferreira

Bordejando as margens do Rio Ferreira, os Moinhos de água adquiriram enorme importância na Idade Média, tornando ainda mais rentável o aproveitamento das terras de aluvião.

Os Moinhos de água aproveitavam a energia hidráulica para a moagem dos cereais, contribuindo deste modo para o desenvolvimento da monocultura cerealífera, tão característica da região.

A multiplicação dos Moinhos durante a Época Moderna contribuiu muito para o sustento da economia dessa sociedade, acarretando consigo todo um equilíbrio em torno do cultivo dos cereais e da necessidade de escoamento que este criava, situando-se à volta das zonas ocupadas pelos moinhos o maior número de caminhos.

Ermida de Santa Cristina
Relativamente a esta Ermida, sita em Cimo de Vila são vários os autores que afirmam ter existido ai uma Ermida junto ao Penedo da Senhora actualmente nada ai existe que ateste a sua existência. Nas inquirições de D. Afonso III (1331), é feita uma referência a herdades “em San Pedro & Santa Christina a sso o mote de penedo a par rryo Ferreyra”.
 
Certo é que não num passado ainda muito distante era comum verem-se os chamados recreios piedosos com serões e orações de crianças até ao penedo da Senhora. À volta deste existe uma lenda de que Nossa Senhora quando estava enfadada com os vizinhos do Vinhal, do outro lado do rio vinham descansar para o enorme penedo no Cimo de Vila. No topo deste existem várias concavidades que se dizia serviam para o berço do menino, outra para a merenda e outra para a própria Nossa Senhora.